quinta-feira, 18 de março de 2010

6ª Salão do Livro do Tocantins - 19 a 28 de Março - Programação

Programação do Auditório Central

Programação Espaço Infantil

Programação Espaço Jovem

Programação Café Literário

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

As Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis



"Por Nárnia, e por Aslan"

“Quando me tornei homem, deixei para traz algumas coisas de menino,inclusive o medo de ser infantil e o desejo de ser muito adulto.”
(Clive Staples Lewis)

Demorei muito para conhecer esse autor, e durante muito tempo confundi o seu nome com o de Lewis Carol. Talvez por que suas iniciais, e suas historias mais conhecidas sejam um tanto quanto parecidas.

Meio relutante, tenho que concordar com os roteiristas e diretores que decidiram omitir dois dos quatro primeiras livros, quando começaram a adaptar As Crônicas de Nárnia para o cinema.

O sobrinho do mago:

Na minha opinião, o primeiro livro é o mais “infantil” de todos, e tem um tom de faz de conta que não transparece nos outros livros da seqüência.

Este livro narra o Gênesis de Nárnia, somos apresentados a Aslam, o grande leão, e assistimos de camarote a criação de um mundo através de uma canção (Talvez seja a música dos Ainur), e a primeira visita que um filho-de-adão e uma filha-de-eva fazem a esse universo.

O que goste nessa historia é que ela explica, mesmo que por meio de magia, a existência do guarda-roupa que aparece na próxima historia.


O leão, a feiticeira, e o guarda-roupa:
Quatro crianças (Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia), em meio aos horrores da guerra, através de um guarda-roupa, escapam para as terras de Nárnia.

Nárnia se encontra dominada pela Feiticeira Branca, que mantém todo o seu domínio sob um eterno inverno. A missão imposta as crianças pelo Leão é simples: apenas trazer de volta a harmonia à Nárnia.

O cavalo e seu menino:
Já o terceiro não faz, “exatamente”, continuação às historias anteriores (esse fato por si só deve ter sido responsável por sua privação de ir parar nas telonas), apenas mostro um outro lado do mundo fantástico criado por C. S. Lewis, conhecimentos que em algumas das historias a seguir poder ser esclarecedores, mas não vitais.

Príncipe Caspian:
Trazem de volta os quatro irmãos do segundo livro, desta vez o cenário esta um pouco diferente. Caspian é o herdeiro por direito do trono de Nárnia, mas a traição de seu tio o colocou em risco de vida. Cabe as quatro crianças inglesas ajudar o príncipe a restabelecer seu trono, e devolver Nárnia aos narnianos.

A viagem do Peregrino da Alvorada:
Dentre as crônicas, este foi o livro de que mais gostei, o teor dessa historia pode ser comparado às “Viagens de Gulliver”.

Desta vez as crianças são: Lúcia, Edmundo e seu primo Eustáquio. A bordo do Peregrino da Alvorada, eles acompanham o Príncipe Caspian numa viajem em busca de terras desconhecidas, mares ainda não navegados, e os encontram.

Descobri que em Nárnia, a terra é plana.


A cadeira de prata:
É uma continuação quase direta da historia anterior, nela, o Príncipe Rilian (filho de Caspian) foi seqüestrado e permanece cativo por muitos anos.

Dessa vez o Grande Leão traz a Nárnia Eustáquio, acompanhado de sua amiga Jill, eles vem em socorro do príncipe perdido, e com o dever de resgatá-lo.

Vi nesse livro outra referencia às historias de Julio Verne, provavelmente na parte em que os personagens principais visitam o submundo e vislumbram a fenda que leva, literalmente, ao fundo do mundo. O fundo do mundo, obviamente, não poderia deixar de ser habitado, entre seus habitantes mais comuns estão anões (criaturas que detestam a idéia de se viver numa superfície sem um teto acima de nossas cabeças), e sábias salamandras.

A última batalha:
Apesar da “crônica final da série” ter recebido a Carnege Medal (uma das mais altas marcas de excelência da literatura infantil) não gostei muito desse livro, mas devo admitir que é raro encontrar um final de livro que não seja recheado de clichês, e nessa historia eles foram muito poucos, talvez bem abaixo do que as normas literárias exigem.

E me desculpem se eu estiver trazendo a tona algum spoiler,mas a última batalha citada no titulo, é realmente a última.

Provavelmente eu teria aproveitado muito mais essa leitura se a tivesse feito quando fosse mais novo, mas um livro com mais de 700 páginas assusta qualquer um. Gostaria de acrescentar também que só fui adquirir simpatia pelo autor ao ler o epílogo do livro, intitulado “Três maneiras de escrever para crianças”. C. S. Lewis gasta algumas paginas escrevendo um pouco do que pensa a respeito da literatura infantil, sem dúvida um material que compensa ser lido.

Pouca Vogal, dia 06 em Palmas

Pouca Vogal estará passando pelo tocantins próximo mês, tocará em Araguaína dia 05 (no Glamour do Lago) de abril e em Palmas dia 06 (no Vila de Palma)

Para quem ainda não conhece essa banda, ela é formada por Humberto Gessinger, (Engenheiros do Hawaii pra quem não se lembra) por Duca Leindecker e só. Suas músicas estão disponíveis no site.