quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Há livros que não consigo ler...

Antes de mais nada, gostaria de 1 minuto de silêncio em nome de todos os livros que eu não li.

(...)

Me disseram que hoje, 29 de outubro, é o dia do livro, ou pelo menos o dia nacional do livro, (Livro: aquela coisa as vezes pesada, e cheia de folhas que o seu professor de inglês insistia que estava em cima da mesa) resolvi então prestar meu desaforo a alguns dos livros, que segundo eles, eu tive o desprazer de não ler. E quando li, deixei o livro pela metade*.



Kate Mosse

Talvez eu simplesmente tenha tido o azar de te encontrar em um livro ruin, mas livro com mas hoje em dia, livro com mais do que 500 paginas, o autor tem que ter muita coragem para publicar. E se o livro além de cansativo se mostra confuso acaba só piorando as coisas. Ao tentar ler “O Labirinto” durante as paginas em que uma das personagens principais (a que trajava roupas de época) corria eu acabava ficando mais cansado do que ela.

De 558 paginas, li 300, um número até grande se você se lembrar que ele não contem figuras.

Paulo Coelho

Tentei, eu juro que tentei, talvez não com tanta força quanto devia mas tentei. O problema é que seus livros parecem não gostar muito de mim.
Em minha humilde opinião acho que os livros teriam que ter ao menos três coisas: Algo no começo, nem que seja na capa, pra te fazer/obrigar a começar a leitura; Algo no meio que te gratifique por ter chegado até ali, de preferência algo que você esperar encontrar desde que abriu o livro para ler o primeiro capitulo; E no final algo que ao menos justifique o fato daquele ser o último capitulo.
Com exceção da “A bruxa de Portobelo”, não esperei o final dos outros livros, quando cheguei na metade bateu-me aquele desanimo e acabei por desistir da leitura, mas devo dizer que pelo menos no inicio, os livros me pareciam ótimas leituras.

Não me lembro em que pagina larguei “O Demônio e a Srta. Prym”, mas no “O Zahir” deixei o marcador exatamente na metade.

Michel del Castillo

Tenho quase certeza de que o problema esta comigo, tem certos livros que estou fadado a não ler.
Adquiri o um exemplar de “O Demônio do Esquecimento” em uma banquinha de livros usados, acabei pagando R$ 2,50 pelas suas 400 paginas recheadas de letras e bolor.
O livro é enfadonho, pode ser que eu apenas não leve jeito para ler romances franceses, mas eu juro que tentei, e não foi apenas uma vez, mas não consegui chegar ao final do livro.

Se levar em conta o dinheiro que gastei com o livo, e o retorno que ele trouxe pra mim, diria que por pouco mais do que dois reias eu não ficaria no prejuízo.

Jorge de Amado

Tenho certeza que é um ótimo escritor, mas como essa é uma lista dos livros que não li, terei de inclui-lo.
Acontece que minha mãe, em um dos muitos aniversários que ela teve ao longo da vida foi presenteada com a coleção de livros desse autor, e durante muito tempo esses livros ficaram me encarando da estante. Certa vez resolvi pegar um exemplar dessa coleção, escolhi justamente um dos primeiros livros escritos por ele, “O País do Carnaval”, não é um bom livro para se ler.
E eu terminei ele, mas devido ao tamanho da coleção que fica estacionada na estante da minha casa, é como se eu tivesse lido apenas um pedaço.

Li um livro, de uma coleção que ocupa uma prateleira inteira, difícil quantificar.

Sidney Sheldon

Sei que esse autor é adorado por mitas leitoras, (eu espero que me mãe nem passe perto desse texto) mas acho que seus livros foram feitos sobre medidas para as mentes femininas.
Considero um ótimo título “O outro lado da meia noite”, e “Quem tem medo do escuro?” tem uma capa realmente atraí a atenção de quem vê, mas, bom, é isso ai.

Devem haver quatro livros desse autor lá em casa, eu li quase metade de um deles, e li “Quem tem medo do escuro?” no escaninho da biblioteca onde trabalhei. Acho apesar de tudo, nessa lista ele até que ficou bem.



*É apenas minha opinião, lembrem-se disso.