sábado, 24 de janeiro de 2009

Coraline, de Neil Gaiman

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Embora este livro seja classificado como infanto-juvenil, ele pode e deve ser lido por qualquer um que possua certo fascínio pelo fantástico. Coraline, e não Caroline, pode ser considerada uma rival à altura para a Alice de Lewis Carrol.
Coraline se muda com os pais para um apartamento em uma casa antiga. O apartamento possui 22 janelas e 14 portas, 13 das portas abrem e fecham normalmente, no entanto, a décima quarta pode tanto abrir para uma parede de tijolos, ou ser a entrada de um corredor gélido e escuro.
Como o próprio Gaiman disse na FIT, o terror é apenas o tempero de suas obras, e não o prato principal. As aventuras que a criança encontra no mundo do outro lado do corredor são do tipo que você não consegue parar de ler, e quando chega ao final da estória você fica um tanto quanto chateado com o escritor pelo fato do livro ter apenas 159 páginas.
Não posso esquecer de citar a contribuição de Dave McKean. A ilustração desse artista é um verdadeiro brinde que acompanha o livro, e ajuda a criar o clima do livro. McKean tem desenhos angulares e traços vitorianos, embora eu não saiba exatamente o que vem a ser traços vitorianos, isso completa a atmosfera sinistra do livro.

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